quinta-feira, 15 de junho de 2017

cidadania tá na moda, mas... parte II



Já falamos aqui sobre cidadania, não é ?
E, não por acaso, descobrimos que cidadania não é só ter direitos. 
É!! tem alguns deveres também.
E também já sabemos que cidadania é muito mais que apenas votar em dia de eleição.
Outro fato: todo mundo quer o melhor para si mesmo e para seus amigos, talvez famílias, e quem sabe para suas cidades, não é mesmo?
Se esse é um desejo quase comum a todos, por que é que a realidade social fica tão aquém das boas intenções de todo mundo?
Vemos como a Educação, o Sistema de Saúde e demais serviços públicos funcionam em países do Primeiro Mundo. Por acaso, não queremos a mesma qualidade prá nós? 
Veja então quantas formas existem para tornar nossa cidade ou nosso bairro, um lugar melhor prá viver.
Quando respeito uma fila, quando obedeço a sinalização de trânsito, quando não jogo lixo nas ruas, quando preservo as praças e demais espaços públicos, estou sim sendo bom exemplo de cidadão... Mas isso não é tudo
Essas atitudes que acabamos de enumerar fazem parte de um conjunto de regrinhas básicas que facilitam nossa "convivência em sociedade". Elas tornam nossa vida um pouco melhor, já que há muita gente convivendo no mesmo espaço público. Mas...
De que adianta eu respeitar algumas leis e regrinhas de etiqueta, se não faço a menor ideia do que estão fazendo com dinheiro que é arrecadado todos os dias a título de impostos? Se não me importo com isso, é o mesmo que dizer que também não me importo com o estado de nossas escolas, hospitais, delegacias, estradas... E mostra prá todo mundo ver, que ainda estou bem longe de ser um cidadão exemplar.
Mas quem é que ganha com o nosso pouco caso?  
Se sairmos perguntando, é provável que todo mundo diga que gostaria de ver diminuir o número de corruptos, que sua cidade se tornasse um lugar melhor prá se viver. 
Mas será que realmente estamos fazendo a nossa parte?
Se os problemas coletivos de nossa cidade não nos interessam, fica realmente muito difícil que as coisas melhorem.
É isso mesmo! seja um país, seja uma cidade, seja um bairro... nada muda por acaso.
É preciso que a gente faça por merecer e faça acontecer! 
Só reclamar não vai adiantar.
Como exigir mudanças se continuamos sendo os cidadãos de segunda categoria de sempre? 
Como exigir serviços de "Primeiro Mundo", se continuamos sendo cidadãos de "Terceiro Mundo"?
E lembre-se! A mudança começa por você, por cada um de nós.
Se você não ligar, de qualquer modo, é você quem vai pagar a conta no final.

Quer saber mais sobre o que você pode fazer de concreto? Acompanhe nossa próxima publicação sobre o tema!

Se você tem alguma dúvida, ou quer fazer alguma sugestão de assunto para tratarmos aqui, deixe um comentário no blog.

os motivos errados para se buscar a meditação

“Não medite para consertar a si mesmo, para se curar, para melhorar ou para se redimir: em vez disso, faça como um ato de amor, de profunda e afetuosa amizade consigo mesmo.  (...) Dessa maneira não existe a menor necessidade da sutil agressão do autoaperfeiçoamento, nem da infinita culpa de não estar fazendo o suficiente. Esse jeito oferece um fim para a incessante roda de tentar com tanto esforço que amarra a vida de muitas pessoas em um nó. Ao invés disso agora há a meditação como um ato de amor. Como isso é infinitamente maravilhoso e encorajador.”
~ Bob Sharples, em “Meditation: Calming the Mind”

domingo, 11 de junho de 2017

Top FM, com o jornalista Jair Aceituno e o professor Silvio Motta Maximino

O Bom Dia Top recebeu o jornalista Jair Aceituno e o professor de filosofia, Silvio Motta Maximino, que fizeram um balanço dos principais acontecimentos do mês de maio.
 

Bom Dia Top Retrospectiva Maio 2017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

aula "Fator Gentileza"

Como ser mais gentil com as outras pessoas e consigo próprio? 
Como sustentar um jeito de ser gentil mesmo sob pressão?   
Que diferença faz a gentileza na melhoria da qualidade de vida pessoal e profissional das pessoas? 
Quais são as bases para uma gentileza simples e ao mesmo tempo profunda?
Estas e outras questões foram abordadas no último sábado. 

A gentileza tem um enorme poder harmonizador. Conversas difíceis se tornam mais fáceis com o tempero da gentileza. Encontros se tornam mais humanos tendo a gentileza como alicerce. Quando gentileza gera gentileza, a possibilidade da expressão humana se amplifica. Gentileza madura e sensível é expressão, não subserviência.
Gentileza não pode ser confundida com bajulação ou emotividade, tampouco pode ser medida por tamanho e quantidade. Gentileza não depende de autoridade, nem de poder. Em muitas situações, aprendemos a ser duros e sem querer valorizamos isso.








domingo, 28 de maio de 2017

Dicas para compreender a mente e o Ser

A mente costuma criar muitos problemas.  
Mas prá quem ela os cria?

A mente poderia criar problemas para você se você não tivesse interesse nela?
A mente traz problemas para você... mas quem é "você"?
você responde seu nome... mas quem deu este nome?
você não é seu nome...
você pode ter consciência de seu corpo...
então seu corpo não é você...
você pode observar sua mente -pensamentos, emoções-
logo, sua mente não é você.
quando um pensamento surge, quem o percebe já estava aqui antes dele surgir.

O pensamento não estava. Ele vem e vai embora.
E você permanece aqui.
Você (o Ser) não é objeto dos sentidos.
Você já está aqui antes de qualquer pensamento. Você é mais rápido que o pensamento mais veloz.
Então você não é o pensamento, nem o corpo.
Você está aqui para observá-los: a personalidade, as memórias...
Então você é outra coisa.

condicionamento, apego e acúmulo - parte IV

(…) Estamos condicionados, mas pode o pensamento ultrapassar as próprias limitações? Só o pode se estivermos cônscios de nosso condicionamento. Desenvolvemos certa qualidade de inteligência, em nossa atividade de expansão pessoal: com a nossa avidez, (…) o nosso instinto aquisitivo, (…) os nossos conflitos e penas; criamos uma inteligência voltada à proteção e à expansão do “ego”. Pode essa inteligência compreender o Real, o único capaz de resolver todos os nossos problemas?
(O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 201)

O que é conhecido não é o Real. Nosso pensamento está ocupado numa constante busca de segurança, de certeza. A inteligência que promove a expansão do “ego” busca, por força de sua própria natureza, um refúgio, seja pela negação seja pela afirmação. (…)
 (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 264)

(…) O essencial é sabermos se essa inteligência que foi cultivada na expansão do “eu”, é capaz de perceber ou descobrir a verdade; ou existirá outra espécie de atividade, (…) de percepção capaz de receber a verdade? Para descobrir a verdade, é necessário estarmos livres da inteligência que está ligada à expansão do “ego”, porquanto esta é sempre circunscritiva, sempre limitante.
(O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 201)

Acreditamos que, acumulando conhecimentos e experiências, estaremos capacitados para compreender a vida com todas as suas lutas complexas. (…) Com essa carga do passado, não nos é possível ver as coisas diretamente; (…) Nunca enfrentamos coisa alguma de maneira nova, mas sempre em conformidade com o “velho” (…)
(Percepção Criadora, pág. 100)

(…) Nosso pensamento-sentimento está colhido no processo horizontal do “vir-a-ser”; o que vem a ser está sempre acumulando, sempre adquirindo, sempre sempre a expandir-se. O “ego”, o que vem a ser, o criador do tempo, jamais pode conhecer o Atemporal. O ego (…) é a causa do conflito e do sofrimento.
(O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 176)

(…) Nós acumulamos as lembranças psicológicas e a elas nos apegamos, dando assim continuidade ao “ego”; consequentemente, o ” ego”, o passado, cresce continuamente, pois está sempre acrescentando algo a si próprio. É essa memória cumulativa, o “ego”, que cumpre desaparecer;(…) enquanto o pensamento-sentimento continuar a vir-a-ser, não poderá conhecer a bem-aventurança do Real. (…)
(Idem, pág. 179)

Identicamente, acumulamos conhecimentos na esperança de que nossa pequenina mente será ampliada e sua superficialidade superada, graças à acumulação cada vez maior de erudição e saber. Mas pode o saber libertar a mente (…)? O saber, pois, se torna um obstáculo, em vez de ser um “processo” libertador.
(Viver sem Temor, pág. 52)